01 julho 2016

Cartas para o Sol



Bom dia, Sol
Há tanta coisa lá fora
E mesmo aqui dentro irradias assim.
Bom dia, Sol,
Eu vejo o mundo agora
E toda essa gente que habita aqui;
Gente ignorante,
Gente que a gente não deveria ser;
Nada importante,
Nada que a gente queira saber.
E agora, Sol,
A nossa ingenuidade e simplicidade já não existem.
E agora, Sol,
Olho pra esta cidade
Vejo que os meus olhos estão tristes;
Perderam a sintonia
E nossa melodia já foi melhor;
Agora chega a Noite
E ela leva embora o imenso Sol.
Querido Sol,
Penso em nossa amizade e cumplicidade;
Que saudade.
Querido Sol,
Éramos velhos amigos,
Passávamos horas sorrindo;
Você me iluminava e eu admirava o anoitecer;
E eu preferi a Lua e todas as estrelas
À você.
Isabela Brandão
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